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...virgens que dão... Para 2008... 2008 já faz 5 dias de vida! E, enquanto a champanha ainda estoura pelo clima ainda festivo (ou já caiu a ficha pra você de que estamos em um novo ano?), torno públicas as minhas metas para esse ano... (acho que na tentativa de cumprí-las, quem sabe) Escrever menos bobagens... (incluindo este post) Não achar que eu escrevo só bobagens... (excluindo este post) Ler mais livros... (e mais e mais e mais) Aprender a dirigir... (e tirar carteira, pra poder desfilar minhas barberagens por aí) Aprender a tocar violão... Batucar mais o pandeiro no banheiro... Cozinhar bolos e pizzas com frequência... (comida saudável que se dane!) Fazer a mão toda semana... (e parar de lavar tanta louça - mas isso.. ahhh.. quem dera!) Me reunir mais com meus amigos (vale imagem e ação, filme de comédia, novela das sete, jantar macarrão ou ir pro london e open sem um puto no bolso) Planejar meu futuro profissional (e correr atrás do plano B se ele não der certo) Renovar a assinatura da Trip e da TPM (um dos bons feitos e grande mérito de 2007...) Aprender coisas novas (design tá sendo uma boa...) Correr uma maratona (nem que seja na Rondon...) Arrumar alguém que valha a pena (pô, virgem até quando?) Tentar ser feliz (vai.. isso devia estar em toda lista que se preze... é vago, mas não o que todo mundo quer, afinal de contas?) Só espero que quando 2008 completar seu 365º dia, que, pelo menos, ele se vá deixando pra mim a boa memória e a satisfação no peito de ter, enfim, uma dessas metas cumpridas (nem que seja o de escrever menos bobagens... será que eu consigo?) ana júlia muniz Escrito por alguma das virgens às 01h15 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Que bom ter você de volta!
Mais um ano que termina.. E antes do fim, um bom acontecimento (ao menos isso... !) A nossa mais ilustre virgem retorna às terras tupiniquins depois de quase onze meses de exílio... inclusive ela deve estar, neste exato momento, aterrisando por aqui... Como não vou poder estar presente no aeroporto, acenando da janela já bem antes dos minutos em que o avião dobrar a esquina para chegar nesses arredores, fica aqui minha homenagem singela (e sincera) pra ti, amiga querida... Se tivesse que segurar uma faixa na área de desembarque, pode apostar que ela seria minúscula perto das coisas que escreveria... "O que você escreveria?", você pergunta... Bem, diria que saudade maior nunca senti... que falta mais profunda nunca experimentei por ninguém... E isso é sério... A sua volta coincide com o retorno da minha saúde mental... E mais: com a minha energia pra seguir vivendo de sonhos (tudo bem.. isso eu não parei por completo..) e pra sonhar com a vida que um dia ainda poderemos compartilhar (e esses planos só tem graça quando posso contá-los a você, já que sei que eles nos são comuns..) .. Por isso, em um dia medíocre como hoje (e não é que a maioria desse ano foi assim?), a esperança e a felicidade vem me dar um olá... ainda que seja um cumprimento tímido, já é o que me basta.. pra sonhar com um ano melhor.. e pra acreditar que amanhã mesmo, o dia seguinte ao medíocre, será, no mínimo, menos insosso, um tantinho menos ordinário e um "cadinho" mais feliz e otimista (e ahhh.. menos piegas, claro! ou será que pra isso não há janaína no mundo que dê conserto?) Escrito por alguma das virgens às 22h46 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Um blog jogado às traças... Há quanto tempo não se coloca algo novo por aqui? (Tudo bem que não há nada assim tão bom para ser colocado... hahaha... Apenas as lamúrias de sempre... que hoje nem despertam mais as mesmas comoções...) Há quanto tempo não encontro a paz que um dia tive? (Será que tive? Já nem me lembro mais.. a inquietude, hoje, já faz parte do cotidiano) Há quanto tempo não me transformo em passarinho e vôo pra bem longe? (Ahhh.. isso é mais recorrente... a imaginação é algo que me vêm, de fábrica, de sobra...) Há quanto não coloco um brigadeiro na boca? (Não é dieta nem promessa... a colher ainda está na pia esperando pelo nescau e pela boa-vontade da cozinheira...) Há quanto tempo não cruzo meus caminhos pelos teus? (Em pensamentos sempre trafega por mim... mas ainda me angustia a falta de nunca ter te visto pelos olhares de outros... de nunca saber como você é como filho, de que forma trata seus avós, de como come suspiros, em que posição se ajeita na cama, que mania irritante tem para se tornar um adorável companheiro de certa companhia exclusiva...) Há quanto tempo deixo de sonhar para viver? (Bem, o mundo das idéias é sempre mais grato comigo...) E ei... há quanto tempo você não aparece por aqui para ler alguns devaneios? (Espero que a resposta seja "o tempo suficiente para deixar saudades"... não muito longas nem muito esparsas... apenas saudades de acompanhar um blog jogado às traças cujas traças se deliciam com o fato de que o tempo não é minimanente importante para os insetos...) ana júlia muniz Escrito por alguma das virgens às 17h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Dos brasileñas
Porque a saudade já ultrapassou as barreiras geográficas e o talento dessa meninas também... Escrito por alguma das virgens às 16h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Whem I'm 64... Foto: punchstock.com Estou em um lugar onde nunca pensei estar... pelo menos, não por agora... pelo menos, não por esses anos... Estou na velhice... pode gargalhar à vontade... mas a idade avançada tem sentido quando em comparação ao mundo atrás da vitraça à minha frente... Meninos e meninas de seus doze, treze, quatorze anos, tem um mundo inteiro a descobrir. E ainda assim preferem fazê-lo num corredor de um shopping... Ou melhor, acreditam que o mundo é aqui, embaixo dessas luzes artificiais, destas lojas de idéias e consumo, destas músicas irritantes, destes vitrais do mais puro capitalismo... E passam por aqui... punks, que não sabem o que isso significa ou onde isso começou... até pq nem eu às vezes sei direito e tenho que recorrer à music television... os chamados emos, com suas roupas pretas e seus cabelos de brilhantina moderna e sem álcool... mauricinhos, patricinhas ou cocotas (nome muito mais engraçado, convenhamos...) que desfilam em saltos e camisas toda a elegância (e arrogância) da butique juvenil... os atletas, que trafegam com tênis cuja marca já implica "choques" e programação HTML... Mas o que mais me entristece não é nem o modo de se portar, vestir ou conduzir a vida dessas pessoas em estágio beta de aprendizado... na verdade, o que me faz sentir pena dessas figuras é a constatação de que eles estão perdendo o melhor de suas juventudes dentro de um edíficio que sequer importa com sua figuração por aqui... O cúmulo chega ao fato de três garotas começarem a jogar futebol com uma moeda pelo corredor, fazendo gols e tabelas como se melhor campo não houvesse... Por que não vão para um clube, para jogar no meio das árvores ou para a rua, junto aos paralelepídos? Por que se infurnam em uma lan house e se entretêm por horas e horas quando tudo o que se quer num dia de sábado de sol é ficar longe de um computador? Sim, estou ficando velha... e além disso, ranzinza e chata... lúgubre e sofrendo com os achaques dessa idade (bonito isso, né? aprendi hoje no livro do García Márquez..rs)... E quando essa garotada também ficar poderá perceber o disparate que é fazer parte da geração que aparentemente não tem religião nem memórias... somente shoppings como templos, Avril Lavigne e Rebeldes como deuses e marcas de roupas como metas... ana júlia muniz Escrito por alguma das virgens às 20h44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Ao pensar... "Pensando em você Dei de cara com essas palavras...bem assim mesmo... logo ao abrir a caixa de entrada... sem anestesia ou algo que amenizasse o som do meu vidro interno se estilhaçando... Já faz algum tempo que não tenho em quem pensar... que sempre quando fecho os olhos, depois do cansaço do dia, recosto no travesseiro e busco o rosto de alguém... mas não o encontro... nem para deitar no meu colo.. nem para eu deitar no seu... De que cor serão seus olhos? Como será a sua voz? Que cheiro você terá? Como será o toque de sua mão no lóbulo da minha orelha? Que pensamentos me invadirão a mente quando me lembrar de você? E, enfim, por qual esquina você entrará na minha vida? ana júlia muniz Escrito por alguma das virgens às 13h53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Quando a raiva é o drama... quando o drama é a raiva
fonte:punchstock.com Retomo minhas escrivinhanças, depois de quase um mês, com um sentimento que odeio ter no coração. Estou com raiva mesmo e acabei destratando uma pessoa que, embora merecesse minha grosseria, não deveria escutá-la. Afinal de contas, por mais clichê que seja, não consigo fugir do papel de boa moça. "A educação em primeiro lugar". Sempre. Porque se assim não for, em segundo lugar vem sempre o remorso. E a raiva. Então... para dissipar meus pensamentos mais maquiavélicos (e a vontade de fazer vodu e praguejar as futuras gerações da referida pessoa), coloco no ambiente a música mais calma que consigo encontrar... me escuto respirar... mas, pelo visto, nada adianta... e como última alternativa: escrever aqui...rs... o lugar que só não está mais abandonado do que a própria virgem escrivinhadora que arrisca essas palavras profanas... A única coisa que esqueci de comentar é um detalhe pormenorizado... daqueles de rodapé que ninguém repara, mas que sempre cai na prova... além do papel de boa moça, a escrivinhadora aqui tem um pé (e a mão, a cabeça e o resto) no mais puro drama... sei que não precisava ficar fazendo tanto alarde por um sentimento que amanhã (graças ao bom Deus) se esvai e me deixa, enfim... que daqui a pouco esqueço, dando margem a outros sentimentos mais impuros que este... ainda bem que o teatro passa... e a raiva também... ana júlia muniz
Escrito por alguma das virgens às 23h24 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Amiga, a solução dos seus problemas... fonte: veer.com Ainda hoje conversava com meus amigos Mariana e Silvio sobre as alguras dessa coisa chamada amor. Uma amiga em comum quer namorar (aliás acho que é uma leva...será que é algo na água dessa cidade?). Mas voltando ao caso, por mais que essa minha amiga queira, seu jeito espontâneo e excêntrico comumente assusta as pessoas (o que dirá os meninos!) e o resultado é ela terminar sozinha, acreditando que todo mundo tem sorte no amor, menos ela. Será que é necessário mudarmos nosso comportamento pra atrair alguém? Porque, afinal de contas, a imagem que a outra pessoa cria da gente é que irá atraí-la, ainda que não corresponda à verdade (e os amores platônicos que o digam!). Ou será que temos que ser como somos: despachados, arrogantes, ambiciosos ou introvertidos, e quem quiser namorar de verdade que conviva com isso? Ainda na conversa com a Mariana e o Silvio, acho que a resposta surgiu no meio-termo... a disfarçada no primeiro contato pra não afugentar, mas não a negatória completa de quem somos... já que ninguém consegue disfarçar por muito tempo (a não ser que seja um louco ou um ator... aliás, tem que ser um bom ator, né?). Então, a solução que parece simples, se torna um pouco escorregadia... Amiga, anota aí!!! Nada de confessar de cara as bebedeiras e o número de namoros passados ou de admitir para ele (ou para os amigos dele) que está apaixonada. Nada de dizer que se esquece usualmente de utilizar a descarga ou que não aguenta manter uma conversa longa sem fumar um cigarro, a não ser que a pessoa interlocutora também compartilhe do hábito (experiência da Mariana). Nada de assumir que gosta de fazer sexo virtual ou que já traiu em alguns de seus relaciomentos, defendendo ainda que o amor não tem fronteira, nem lugar. E absolutamente não confesse que você quer namorar alguém. Por mais que seu coração diga que sim a esta possibilidade (ainda que nem seja com essa pessoa em particular) o receptor pode receber a informação acreditando que você é uma uma louca que fugiu do hospício direto pra mesa dele. Ou uma atriz meia boca tentando pregar uma peça ("é do programa do Silvio ou do João Kleber?"). ana júlia muniz Escrito por alguma das virgens às 17h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Sobre perguntas e embarcações...
foto:punchstock.com Por que é que ele nunca chega? Nunca me diz o quão feliz é por ter me encontrado pelo seu caminho... por ter alguém com quem conversar sobre coisas triviais por horas e horas... por sentir o peito apertar quando me vê e apertar mais forte ainda quando eu vou embora... por ter em mim a certeza de que o tesão, o amor e a afinidade podem sim andar juntos... Por que é que eu nunca ando contente com os rapazes que já passaram na minha vida? Por que é que eu nunca me apaixonei de verdade por nenhum deles? Por que é que eu vejo casais serem formados em minha frente e até alguns serem desmantelados com certa dor, mas, mesmo assim, eu nunca me vejo ali? Por que é que me pego observando que minha irmã está quase se casando, caras bacanas estão se interessando por minhas amigas, pessoas estão naquele começo bom de namoro e televisores estão exibindo mais e mais filmes e novelas apregoando a paixão avassaladora? E por que tudo isso acontece... comigo, à deriva? Me sinto assim mesmo... numa embarcação isolada das demais. A mais próxima é de pessoas que já trafegam acompanhadas. As mais remotas são daquelas que vivem apaixonadas ou já tiveram, pelo menos, um grande amor. A que navega bem do meu lado é de gente que já se esqueceu que isso existe... é a dos desiludidos (ou extraviados..) que nem querem mais realizar nenhuma travessia para aquele mundo que só existe a dois. Daqui a pouco embarco nesse último traslado. Queria ser mais otimista pra acreditar que não... Mas é só olhar os fatos. Todo mundo que me aparece já pertence a outra embarcação, está em outra sintonia ou, simplesmente, é tripulante perdido em alto mar. Não encontro nniguém no mesmo balancar de ondas, no mesmo tempo e espaço... e o pior de tudo, na mesma direção. Vou navegando sozinha enquanto o céu cinzento habita meu cais... ana júlia muniz Escrito por alguma das virgens às 22h23 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O bizarro da vez... foto: punchstock.com Quem disse que entrar na faculdade é a pior coisa que a gente tem que enfrentar na vida? Não que escolher a carreira a seguir não tenha sido um martírio... mas tem-se pela frente as possibilidades de errar de profissão... de poder trocá-la ainda que o pai não goste... de poder viver a experiência da faculdade por alguns anos e estendê-los, se preciso for... tem-se sempre uma rota de escape, um plano B ou algo parecido... a maladragem juvenil, que seja... Pior do que isso é ter que sair dela e encarar que agora para o mundo você é uma graduada (palavra mais bizarra essa...). É tão estranho não ter aonde ir nas noites de semana... não torcer pra segunda acabar e pra sexta chegar... não ter uma lista de livros pra ler e uma série de trabalhos que formular (agora a ignorância fica por sua conta!)... não pagar mais meia-entrada no cinema... nem esperar a "volta às aulas" na papelaria e as novidades em material escolar (sim! a futilidade beira a esse ponto!)... ter que atualizar o currículo com o "título de bacharel" (aliás nem sei se é assim que deve se constar no currículo... será que é por isso que não fui chamada pra nenhuma entrevista ainda?)... O martírio agora é enfretar um mundo para quem você já é um profissional, mesmo não o sendo para si mesmo... E mais complicado ainda é enfrentar cotidianamente o espelho, que, teimoso, (...ou seria ingrato?) mostra que você nem ao menos chegou no profissional que um dia sonhou em ser... O difícil é saber que você vai ter que viver com isso... carregando com orgulho ou não o título bizarro da vez... ana júlia muniz Escrito por alguma das virgens às 23h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Vida dura de estagiscrava
Foto: site www.veer.com Vivo a dura vida de estigiscrava. Sim, e bota dura vida nisso. Duríssima! Se você está começando algum curso superior, ou simplesmente terminando como eu, comece a se desesperar. Se você acha que irá arranjar estágio especializado e que logo entrará na empresa fazendo tudo que compete à atividade de um profissional formado, se engana. Puro engodo.Que tal ler um episódio da minha vida frustrada de aprendiz? Vamos lá, se prepare para que a indignação tome conta de seu ser. O telefone toca. Estou entre uma imensa pilha de papéis que preciso organizar e uma outra pilha de processos que necessitam de etiquetação. Nada disso compete a minha área (assessoria de imprensa de um órgão público estadual ambiental), mas o trabalho burocrático sempre sobra para mim, já que julgam a minha função como a mais banal de todas(jornalista está aí para que?) e me vêem como a estudante mais multi-uso da instituição. A mulher me chama, já que não possuo mesa, nem telefone, corro até lá. Computador? Só consegui após um ano que estou “jogada” entre as mesas e espremida entre a rotina de uns e outros que ousam faltar no serviço. Pego o aparelho pensando ser algo importantíssimo. Eu: Pois não? Indivíduo: Janaína, preciso de um favor seu, que é a cara da sua área. Pura publicidade. Eu: (lá vem bomba! Tudo bem que ele ache que faço publicidade, porque no final das contas sou eu que faço todo tipo de arte final para os avisos do mural) Fala! Tô um pouco ocupadinha com umas coisas aqui, mas no que eu puder ajudar...(já faço tudo não é?) Indivíduo: Vem aqui na minha sala que eu te passo as instruções do que você deve fazer. Eu: Você não pode adiantar não, é que estou num emaranhado de papeletas... Indivíduo SEM noção: É que eu ganhei um joguinho de damas. Chama-se “Damas Ambiental” e pensei que você poderia aprender tudo sobre ele e depois ensinar a todos do escritório como jogar. Eu: Ih, não vai dar. Não sei jogar nem dado, baralho ou gamão.(Caraca, era só o que me faltava. Ser promoter de jogos..ai ai ai! Preciso escapulir!) Indivíduo MAIS sem noção AINDA: Não sô! Eu sei que você é uma menina inteligente e que aprende logo. Pega aqui comigo e faz a divulgação,ok? Obrigado viu? Pois é. Além de fazer ofícios, atender telefone, confeccionar avisos para espalhar pelo recinto, atualizar o mural e a lista de aniversariantes, carimbar documentos, etiquetar pastas e lavar copos, ainda por cima tenho que aprender a jogar “DAMAS AMBIENTAL” e ensinar para os desocupados? Sabe o que eu faço de assessoria? NADA!!! É por isso que desisto de ser escrava, digo, estagiária. Num mundo onde ninguém entende a função correta de um aprendiz, prefiro o trabalho braçal. Alguém me contrata pra ser doméstica aí?
janaína sorna Escrito por alguma das virgens às 11h19 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O filme Se você leu o livro de Dan Bronw e achou o enredo no mínimo interessante, com certeza deve estar com todas as lombrigas em fúria, doidinho para ver ser Ron Howard conseguiu traduzir o clima de mistério e religiosidade para a película que está para ser lançada nesse dia 19. Calma!!! O filme com adaptação para esta obra considerada uma das mais vendidas desse século 21, promete...ser um fiasco! E não precisa vir com mil pedras para cima de mim... Quem faz essa afirmação não é a pobre colunista aqui não... Infelizmente, não fui uma das jornalistas convidadas para assistir “O Código Da Vinci” na sessão especial para a imprensa, realizada nessa terça-feira em Cannes. Agora, ouso comentar: será que não é verdade? Sempre que leio livros e parto para as salas de cinema, não consigo deixar de comparar a obra impressa com a obra projetada. São detalhes pouco explorados (ou muito), atores que não incorporam personagens, situações importantes que são ignoradas...assim foi com Harry Potter, Senhor dos Anéis, O diário de Briget Jones, Carandiru...e agora será com “ O Código Da Vinci”? Bem, não deixando sua curiosidade de lado, os críticos que participaram do avant premier afirmam que a polêmica criada em torno do filme, além do fato de mais de 40 milhões de pessoas já terem comprado o livro, irá garantir uma bilheteria forte para o filme, mas que os comentários boca-a-boca vão acabar por prejudicá-lo mais tarde. Kirk Honeycutt, do Hollywood Reporter, disse: "'O Código Da Vinci' não chega ao nível de um prazer repleto de culpa, porque provoca culpa demais e prazer de menos" e qualificou a atuação de Tom Hanks no papel do simbologista Robert Langdon de "distante, até inexpressiva", considerando cansativos os longos trechos de discussão religiosa e histórica. Já Lee Marshall, da Screen International, viu "uma ausência total de química entre Audrey Tautou e Tom Hanks". Pensa comigo: quando você não gera muitas expectativas sobre algo, se o fato for um tédio, no final das contas você irá achar o ocorrido até que legalzinho...agora se for ao contrário, se você for achando que vai ver a 8ª maravilha do mundo, se o negócio for regular..ihhhhh..depois não vai ter espaço para tamanha decepção. Ah, seja lá qual for a sua idéia, pode começar a fazer suas apostas... janaína sorna Escrito por alguma das virgens às 13h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
porque..plagiando julio daio borges... já quis ser fotógrafa... estava sem nada (de interessante) pra fazer na frente de um computador... recentemente descobri o punchstock.com... me sinto uma fracassada por não poder expressar em palavras o que imagens podem dizer... ana júlia muniz Escrito por alguma das virgens às 12h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "Estamos indo de volta pra casa..."
Foto: internet Viajar é muito bom. E olha que nem precisa ser muito esperto ou coisa do gênero para saber disso. Mas parece que eu não sabia. Para mim, a real descoberta foi um recente processo. Começou na palestra do Zeca Camargo na semana retrasada. Ver ele contar de todas as suas viagens de volta ao mundo me deixou completamente fascinada por este mundo que eu, erroneamente, achava que tinha noção como é. Eu não conheço é nada. Meu mundinho se resume a Uberlândia, Rio, São Paulo e BH. Ahhh...tem ainda Araguari, cidade que só fui visitar aos 20 anos de idade. E nem dá pra falar que eu conheço realmente, porque praticamente só passei na porta... O processo foi perdurando nos dias seguintes, com várias e várias reflexões durante o dia e muitos e muitos sonhos à noite. O que estava fazendo com a minha vida que não colocava uma mochila nas costas e ia viajar mundo afora? Não é o sonho de todo jovem? Aliás, não era este o meu sonho quando mais nova? Meu passaporte para a liberdade? No feriado da Semana Santa, a continuação do processo... fui para Guarapari, no Espírito Santo, pagando a viagem, pela primeira vez, com meu próprio dinheiro... e nem avisei com antecedência ao meu pai... foi quase na véspera mesmo... que grande independência, não? Mas o que pode ser pouco para alguns, para mim, para quem me conhece, sabe que foi uma verdadeira revolução... E sabe o que foi melhor dessa viagem no final das contas??? Pasme... foi voltar pra casa... foi voltar pra Uberlândia... essa mesma cidade que eu dizia que não prestava, que possuía como cartão postal a hostilidade. Foi preciso viajar quase 20 horas e ficar a mais de 1000 km de distância daqui para conhecer o quê? Uberlandenses gente boa... Viajando pude ver que a minha cidade também é muito boa...e assim como todas as demais apresenta seus prós e contras... Tudo bem que ela não tem praia... mas se tivesse eu enjoaria. Tudo bem que ela não é grande... mas se fosse eu não veria rostos conhecidos aonde quer que eu fosse e nem teria aquela coisa de conhecer uma nova pessoa e descobrir que (engraçado...) a gente conhece alguém em comum. Tudo bem que ela não tem uma vida noturna muito agitada... mas a festa quem faz é a gente mesmo. Tudo bem que cultura nesta cidade é nula... mas daí pinta o estímulo de sair pra viajar. Agora vi que amo essa cidade... nem pequena, nem grande demais... no tamanho certo para minhas expectativas... e saí da comunidade do orkut que fala que Uberlândia não me merece... e entrei na do orgulho de ser mineira.... de ser uberlandense, mesmo sem praia, sem cultura e sem campo de trabalho para a minha profissão... É claro que pretendo me mudar para a cidade grande assim que me formar. Mas tenho certeza de que quando isso acontecer vou ficar morrendo de saudades desse solo seco, desse tempo completamente instável e até dessa gente hostil... pois ela, que um dia me fez sofrer e penar, hoje me faz dar valor às pessoas que realmente importam... às coisas boas da vida... tal como ouvir as histórias do Zeca e me imaginar um dia estando lá... tal como conhecer gente da sua própria cidade e de outros lugares distantes... tal como viajar e sorrir despretensiosamente quando o carro vira na esquina de casa...tal como encerrar este texto ouvindo Cássia Eller dizer com sua voz rouca que “Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está/ Nem desistir nem tentar/ Agora tanto faz/ Estamos indo de volta pra casa....” ana júlia muniz Escrito por alguma das virgens às 12h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Quem me dera ser Lisbela
Cartaz do filme retirado do site www.adorocinema.com.br
Faz tempo que não escrevo... é que não tenho tido muito tempo.. minto.. é que não tenho tido vontade... um desânimo me assola e o único desejo ardente que tenho é de me deitar em minha cama, assim que chego em casa... mas o sono, meu fiel escudeiro, nessas noites de cansaço, não tem me feito companhia... tenho dormido tarde.. mas isso não vem ao caso... O interessante é que numa dessas minhas noites de insônias, especificamente, na última quinta, dei graças a Deus por não conseguir dormir... como companheira a tv... como embalo de ninar, o filme Lisbela e o Prisioneiro... Sou apaixonada nesta película... como toda boba romântica, acredito na mocinha que encontra seu grande amor... aliás sonho no dia em que serei não Scarlet Ohara ou Ava Garder, mas sonho em ser Lisbela... (E é nessa hora que o meu príncipe estará lendo essas palavras e se perguntando “Como eu ainda não conheci essa garota?”..hehe..e é nessa hora que eu acordo também, mas... vamos ao filme, que é o que interessa...) Lisbela e o Prisioneiro tem um elenco surpreendente. Selton Mello encarna com louvor o malandro-mulherengo-apaixonante, de nome Leléu, o qual não há como resistir. Selton dá continuidade, nesta película, ao excelente trabalho como ator e se destaca mais uma vez no cinema nacional. Novamente em parceria com Guel Arraes, com quem já trabalhou no impagável O Auto da Compadecida e em Caramuru – A Invenção do Brasil, Selton Mello mostra a habilidade diante das câmeras e faz todo mundo rir muito e, é claro, torcer pelo aventureiro de fala mansa. E se brincar ainda faz todo mundo se converter à Igreja Adventista do Santo Corpo Glorioso. Mas se Selton é o mocinho, como em toda comédia romântica, há que existir seu antagonista: e este é, sem dúvida, o melhor ator em cena, Marco Nanini. Ele e seu personagem com nome de cantor brega, Frederico Evandro, prendem o espectador até o último minuto e ainda que o personagem não seja cômico em si, sua simples presença e seus trejeitos nada sutis já rendem boas gargalhadas. Débora Falabella, Tadeu Melo e Bruno Garcia também engrandecem o elenco com suas performances. De Débora nem sinal da mineirice. De Bruno o engraçado sotaque carioca. De Tadeu o jeito nordestino a la Os Trapalhões. A única ressalva a ser feita é a demora em propagar filme tão gracioso, cultura tão popular. Lisbela levou mais de 3 milhões de pessoas às sala de cinema em 2003, ano em que foi lançado e somente na semana passada foi ao ar (mas se bem que isso não é nenhuma novidade...). No Grande Prêmio Cinema Brasil, o filme angariou dois prêmios: melhor ator para Selton Mello e melhor trilha sonora. E até por isso, na sexta, ainda caindo de sono, uma das minhas primeiras ações do dia, foi ouvir de trás pra frente e de frente pra trás, o cd com as 13 faixas da trilha. Zé Brito, Zé Ramalho e Sepultura, Caetano Veloso e Elza Soares são faixas obrigatórias. “O amor é filme”, de Lirinha, mostra em ritmo animado de marchinha que sabe exatamente isso pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama, da felicidade, dúvida, dor de barriga... e por aí vai. Além de dizer e alto e bom grito que “o amor é filme e Deus o telespectador”. Mas, sinceramente, são os Los Hermanos que me fazem sorrir de alegria ao traduzir em letra tudo que um dia eu quero ser e ter, pois “Eu quero a sina de um artista de cinema/Eu quero a cena onde eu possa brilhar/ Um brilho intenso/ Um desejo/ Eu quero um beijo/ Um beijo imenso onde eu possa me afogar”. E foi nesta melodia (e, se me permitem, nesta incólume poesia) que finalmente conseguir pegar no sono... e que sono bom... ana júlia muniz Escrito por alguma das virgens às 12h21 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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